Camilo Cristófaro é cassado por usar laranja em campanha eleitoral

 

Bem que tentou, mas sem sucesso. Camilo Cristófaro (PSB) gritou, esperneou, reclamou, se envolveu em discussão com colegas e servidores, gravou vídeos constrangedores e divulgou fake news.

 

Na Justiça, usou de todos os recursos disponíveis para se manter no cargo de vereador. 

 

Não deu certo. 

 

Nessa quarta-feira, o afastamento dele foi anunciado oficialmente no plenário da Câmara Municipal de São Paulo.

 

Cristófaro (PSB) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral por receber dinheiro de maneira ilegal para financiar a campanha dele, em 2016. 

 

Curiosamente, a cassação do mandato lembra uma prática que está em destaque no noticiário: o uso de “laranjas”.

 

Uma pensionista do INSS, de 80 anos, doente e sem um tostão no bolso, doou R$ 6 mil à campanha de Cristófaro. Foi a mesma senhora que teve nome usado para irrigar a campanha de José Auricchio Jr (PSDB), prefeito de São Caetano do Sul.

 

De acordo com a procuradora da Câmara Municipal de São Paulo Ana Carolina Torres Aguilar Cortez, apesar de a decisão judicial não ter transitado em julgado, “o Código Eleitoral dispõe em seu artigo 257 que os recursos eleitorais não têm efeito suspensivo e que a execução de qualquer acórdão será feita imediatamente, através de comunicação por ofício, telegrama, ou, em casos especiais, a critério do presidente do Tribunal, através de cópia do acórdão”.

 

 

 

Camilo Cristófaro era um dos vereadores “adotados" pelo cidadão. E parte dos seus atos foi registrado em página no Facebook “Não sou Camilo Cristófaro”.

 

 

O vereador eleito com o discurso de acabar com a indústria da multa agora está fora da Câmara e será substituído por Thammy Miranda (PP), ator e filho da Gretchen.